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Mostrando postagens de julho, 2017

Pôr as palavras a andar

Já há muito estás comprometida em alcançar um objetivo. E sei que terás êxito! Portanto relaxa, o mar e a praia seguem lá. O meu compromisso é com o mar, é com a minha parte mar. É por isso que eu ainda estou aqui... (?) As coisas são bem mais complexas e entrelaçadas do que aparentam. Não estou aqui por acaso, e se me dedico a algo quero fazer bem feito. Corto fora a auto-sabotagem pra deixar transparecer a luz da verdade, troco o véu da ilusão pelo brilho da satisfação em ser a minha presença mais pura na essência. A minha verdade. Minha verdade é a natureza. Me deixo ser livre e natural, Ser livre é natural, Natural é ser livre. Não há liberdade sem responsabilidade. Sem limites ou restrições. Limitar, restringir, organizar o espaço, tudo isso faz parte da gestão e a libertação só se dá a partir da auto-gestão. Auto-gestão. Da digestão à gestão. Onde tudo começa e onde tudo termina. Bem ou mal. Só existo se me vejo produzindo com amor. Só existo se me sinto co...

(r)existência III

Hoje é um belo dia.  Acordei, caguei, tomei banho, lavei o cabelo. Fiz um suco verde para o desjejum, e um café (com cardamomo), um sanduiche de mel, manteiga e queijo pra viagem. Agora to aqui no meio dessa paisagem verde, desse bioma que recebe o calor do sol num dia primaveril no meio de tantos dias chuvosos. A paisagem tá alagada e linda. Estradas sendo construídas, as figueiras e as araucárias seguem resistindo, e eu viajo lendo e transcrevendo a vida, como eu a vejo. Adoro! Viajar me aguça a vontade de ler, de escrever, de descrever... Sinto como se eu fosse de todas as partes, parafraseando Martí, como se eu pudesse me transportar pra onde eu quiser. Me sinto livre. Rios, córregos, lagos formados pelas chuvas, fazem parte desta paisagem. É tanta abundancia, como pode o homem querer ser dono de tudo isso só pra si, se tem pra todos?!  A flor amarela, a flor do campo, me lembra a cabeça do Dionísio cheia delas! Ganancia e abundancia, se o homem tivesse n...

Entendendo os serviços ecossistêmicos

Eis um vídeo bem fofinho e explicativo sobre os serviços que os ecossistemas nos fornecem. Num contexto de crise ambiental e mudanças climáticas, onde já observamos alterações no nosso clima, o que fazer, como se adaptar à nova realidade? Esse vídeo sugere que busquemos as adaptações no próprio ecossistema. Refazendo ecossistemas degradados pra que eles possam novamente nos oferecer os serviços ecossistêmicos que necessitamos para viver bem neste planeta. Nada mais lógico! Espero que gostem!

Janela de observação

Eu vejo à minha frente uma janela que dá pra uma área verde, linda, com olhos d'água, vegetação submersa numa água cristalina e uma vasta riqueza. Dádiva da natureza ao nosso dispor, para o nosso deleite, quero que todos vejam através dessa janela!! Quanto mais gente ver o que eu vejo melhor! Quero que mais gente veja como eu vejo. Porquê? Se a beleza tá na diversidade dos olhares sobre um mesmo ponto? Porque eu quero que enxerguem o belo na natureza, que amem o belo, porque o belo faz parte também do ser humano! Beleza não põe mesa. Mas quem não ama a beleza? É possível amar o que não se conhece? Então que todos conheçam (a beleza!).

(r)existência I

As estradas estão cada vez mais rudes. Carros correm demais, caminhões de carga pesada também. Cimento, asfalto, monocultura de soja e pinus à sua margem. Antes a estrada que unia, hoje a estrada que separa. Distancia as pessoas, une o dinheiro. Onde um dia foi uma via de transporte de passageiros, hoje via de escoamento do capital. Cada vez o que importa menos são as pessoas, e a cada vez as pessoas perdem a vez. Mas as figueiras... Ah! As figueiras resistem! Ao longo do trajeto posso perceber algumas tímidas, cobertas pelas barbas de pau, outras orgulhosas exibem suas copas frondosas sem o menor pudor. Elas estão ali, após a vista mirar mares de pinus e eucaliptos, se fazem enxergar as majestosas figueiras e suas bravas companheiras, as araucárias. Elas fazem meu caminho mais bonito e a esperança se renova. [BR-392, 06 de agosto de 2014.]

(r)existência II

Cada Araucária na estrada, Respiro aliviada... Cada Figueira na estrada, Esperança renovada! A cada matacão na estrada, Dúvida redobrada: até quando (e quanto) (r)existirá?

Vá pro mato!

Na mata o tempo é cobre Fazer é prata E a terra, ouro Na mata que verde acalma A água brinda euforia mas também relaxa Na mata o fogo do Sol Energiza, dá vida Ser se torna natural e simples Recorda o teu passado vivendo o presente, O que dirão os elementos sobre o teu futuro?

Áreas urbanas em zonas costeiras, o que nós temos a ver com isso?

"O homem se afastou da natureza quando se julgou superior Olha a distância que a gente criou, sola do pé, meia, sapato, asfalto E a terra esperando você ver, somos a própria natureza, cheios de beleza e de amor..." (Impermanência - Cultivo) Atualmente toda a pressão por ocupação urbana é crescente e exponencial, 54% da população mundial vive em áreas urbanas, uma proporção que deve chegar a 66% em 2050, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). A falta de critérios para a construção e expansão do território urbano ocasiona a perda de habitats e ecossistemas vitais. São chamados ecossistemas vitais pois deles dependem a vida e o funcionamento saudável dos demais sistemas ecológicos e sociais. O bem-estar social, a saúde das pessoas, está intimamente relacionada à saúde dos ecossistemas, visto que o desenvolvimento das cidades depende de sistemas ecológicos saudáveis que proporcionem alimento, água e ar limpo para os habitantes do meio urbano, e que proporcionem t...

Los pañales y las colillas de los puchos

O ser humano está farto de ter de retomar pontos básicos e essenciais para sua existência em sociedade. O lixo é uma delas. Nós o produzimos, portanto devemos dar a devida atenção e cuidado a ele. Comecemos então pelo primeiro tema que nos deixa fartos: o descarte inadequado, leia-se desaforado/discarado, de lixo. Transformamos o nosso jardim mundo em um grande lixão a céu aberto e isso simplesmente nos deixa fartos, e muito tristes. Ao abordar tal assunto em conversas por aí, na maioria das vezes as pessoas compartem a ideia de que é feio, sujo e de que há algo errado nisso, mas na prática acontece como um ato involuntário atirar ao longe o que não nos serve mais, como se papel de bala, bituca de cigarro e fralda cagada fosse nada, afinal o que é uma fralda cagada?! Desde o ambiente urbano ao lugar mais inóspito do planeta onde você possa estar, na praia, nas montanhas, na beira de uma estrada ou no meio do mato, você vai enxergar sacola plástica, canudinho, lata de cerveja,...

harto del tema

Harto del tema – expressão da língua espanhola que em português quer dizer farto do tema, ou seja, aquele que está cansado de algo. A ideia de criar um blog com esse título veio de forma meio consciente, meio inconsciente, após uma noite de sono. Os textos aqui tratam de assuntos do dia-a-dia, existenciais, críticos, de cunho social, político, pessoal ou espiritual. Seja em linguagem formal ou informal, o que importa é a liberdade para expressar e discorrer sobre os temas que nos deixam fartos e também sobre os que preenchem vazios. Me sinto farta. Farta de atitudes impensadas, de opiniões replicadas, de sentimento racionado, limitado. Farta de pensamentos mesquinhos que não levam a lugar nenhum. Farta das minhas faltas, das minhas sobras, das minhas pequenezes. Farta da precisão da pinça e farta do excesso da retro escavadeira. E você, tá farto do quê?